23 de junho de 2008
22 de junho de 2008
Imprensa em novo formato
Foi apresentado no passado dia 4 de Junho, no 15º World Editors Forum, o protótipo do 3030, um novo formato de jornal impresso. Apresentado pela Innovation Lab., este novo conceito de jornal resulta de uma parceria com a Bermer & Company. Segundo a Innovation, algumas horas depois da apresentação, editores de vários países, nomeadamente França, EUA e África do Sul, entraram em contacto, interessados em explorar o formato 3030 nos seus mercados.
“Short and deep.
Newsy.
Smart.
Sharp.
Less of More
More of Less.
Analytical.
Easy to read.
Handy.
Caviar Journalism!”
Smart.
Sharp.
Less of More
More of Less.
Analytical.
Easy to read.
Handy.
Caviar Journalism!”
Por ser mais maleável e mais fácil de transportar do que os jornais tradicionais, este novo formato pode significar uma lufada de ar fresco para a imprensa que tem visto a sua continuidade ameaçada na era onde as novas tecnologias imperam. Vivemos um tempo sem tempo para nada, um tempo de instantaneidade onde já não basta dar a informação mais recente, há que ser o primeiro a fazê-lo, e fazê-lo de forma apelativa.
Por alguns considerada um fenómeno social de grande influência no jornalismo, a Internet veio operar significativas mudanças quer no formato, quer nos conteúdos jornalísticos deste novo século. Mudanças inimagináveis quando, há seis séculos atrás, Gutenberg criou a prensa e com ela, o primeiro livro impresso: a Bíblia.
Séculos de evolução: da prensa aos bites
Depois da invenção da prensa, em 1451, tornam-se comuns, já no século XVI, os panfletos. Vendidos nas feiras, não eram mais do que folhas soltas de papel onde se relatavam os feitos políticos, os crimes ou ocorrências miraculosas.
Dois séculos depois, em 1702, surge aqule que é considerado o primeiro jornal do mundo: The Daily Courant. Mas é com o desenvolvimento dos transportes ferroviários que a distribuição da imprensa se agiliza e, por consequência, se desenvolve. Porque chegavam a mais gente e mais rápido, os jornais passaram a ser um bom meio de divulgação de anúncios.É também desta altura que datam as primeiras agências de notícias nos EUA e na Europa.
Estava lançado o mote para o desenvolvimento do jornalismo impresso que, apesar das profecias dos mais pessimistas, sobreviveu às provações do século XX: o aparecimento da rádio e da televisão.Com um novo século, surgem novas provações, das quais o advento da Internet assume posição cimeira. O que temos hoje é um jornalismo em mudança que procura adaptar-se à nova era das tecnologias, tornando-as suas aliadas num novo conceito de jornalismo - ciberjornalismo.
(Ciber)jornalismo da actualidade
Fruto da aliança entre o jornalismo e as novas tecnologias, surge uma nova forma de fazer jornalismo. Inovador nos meios e no modo como chega ao público, vários são os nomes que lhe são atribuidos: jornalismo online, ciberjornalismo ou jornalismo digital.
Neste 'novo' meio onde a multimodalidade oferece um sem número de possibilidades, o ciberjornalista tem de saber informar dando ao leitor a hipótese de ir mais além do que aquilo que está a ler. Hipertexto, fotografia, vídeo, áudio, são ferramentas que o jornalista pode utilizar para transportar o leitor para outro plano que não apenas o da descrição dos factos.
Numa altura em que o cidadão pode, por si próprio, sem necessidade de intermediários, procurar, editar e publicar informação, motivar a discussão pública e até mesmo trazer temas para a agenda pública, mais do que informar, o repórter tem de saber cativar, prender, sob pena de cair em desuso pagar por um jornal para se estar informado.
Evitar que tal aconteça é o propósito dos media tradicionais que optam por aderir à onda do digital, ainda que o façam de maneira um pouco "rudimentar". Na maioria dos casos, o que vemos online não vai muito mais além do que se pode ver na versão impressa com o acrescento de link's. Desta feita, a criatividade que se espera do ciberjornalismo cai por terra.
Fruto da aliança entre o jornalismo e as novas tecnologias, surge uma nova forma de fazer jornalismo. Inovador nos meios e no modo como chega ao público, vários são os nomes que lhe são atribuidos: jornalismo online, ciberjornalismo ou jornalismo digital.
Neste 'novo' meio onde a multimodalidade oferece um sem número de possibilidades, o ciberjornalista tem de saber informar dando ao leitor a hipótese de ir mais além do que aquilo que está a ler. Hipertexto, fotografia, vídeo, áudio, são ferramentas que o jornalista pode utilizar para transportar o leitor para outro plano que não apenas o da descrição dos factos.
Numa altura em que o cidadão pode, por si próprio, sem necessidade de intermediários, procurar, editar e publicar informação, motivar a discussão pública e até mesmo trazer temas para a agenda pública, mais do que informar, o repórter tem de saber cativar, prender, sob pena de cair em desuso pagar por um jornal para se estar informado.
Evitar que tal aconteça é o propósito dos media tradicionais que optam por aderir à onda do digital, ainda que o façam de maneira um pouco "rudimentar". Na maioria dos casos, o que vemos online não vai muito mais além do que se pode ver na versão impressa com o acrescento de link's. Desta feita, a criatividade que se espera do ciberjornalismo cai por terra.
Por uns tida em conta como o motivo de declínio da imprensa, a tecnologia, mais concretamente a Internet, é por outros considerada uma mais-valia para os jornais impressos. Serve-nos de exemplo a nova edição digital do San Jose Mercury News, da Califórnia.
Em Portugal, embora ainda numa fase embrionária, já podemos contar com jornais de edição exclusivamente online, como seja o Diário Digital e o Portugal Diário.
A pergunta que se levanta é saber se no futuro as pessoas vão preferir ler e comentar notícias na web em outros formatos, sem qualquer referência a papel ou a edições diárias de qualquer título. E a questão permanece sem resposta, continuando a alimentar as discussões: será que a imprensa irá sucumbir aos avanços da Internet no campo a informação?Em Portugal, embora ainda numa fase embrionária, já podemos contar com jornais de edição exclusivamente online, como seja o Diário Digital e o Portugal Diário.
19 de junho de 2008
12 de junho de 2008
A Selecção Nacional na rede
Há quatro anos atrás, Scolari conseguiu desencadear no povo português um fenómeno de apoio à Selecção Nacional como não há memória. O lema “ponham bandeiras nas janelas” correu o país de lés a lés e as manifestações de apoio assumiram várias modalidades: andaram sobre rodas, voaram pelos céus e até nos barcos dos pescadores se entoavam cânticos de incentivo.
Desta vez o Euro está mais longe, mas as fronteiras físicas não são obstáculo para os portugueses. Vale-lhes a Internet e as facilidades que esta oferece de editar conteúdos sem restrições de espaço ou tempo.
Um pouco pelas várias plataformas, criam-se blogues exclusivamente dedicados ao Euro 2008 e à Selecção e nos já existentes, de quando em vez, lá vem a opinião sobre o jogo, a mensagem de incentivo, a mostra do frenesim que pela Suíça se vive.
“Vestidos” de vermelho e verde, com bandeiras e cachecóis, assumem-se apoiantes da Seleccão e quase oficiais do EURO .
Mas não é só através dos blogues que os portugueses lembram à Selecção que estão a torcer pelas vitórias. No sapo, por exemplo, foi criada a Comunidade Selecção Nacional, uma comunidade online que partilha opiniões, vídeos, fotos e notícias, tudo dedicado exclusivamente à equipa das Quinas.
Há ainda os vídeos no youtube. Esses são mais do que muitos e incidem sobre vários aspectos da equipa portuguesa. Há-os com trechos de jogos, com imagens da euforia dos portugueses emigrantes na Suiça à chegada da equipa, mas, essencialmente, vídeos "personalizados", incentivando todos os portugueses a darem o seu apoio aos jogadores.
Desta vez o Euro está mais longe, mas as fronteiras físicas não são obstáculo para os portugueses. Vale-lhes a Internet e as facilidades que esta oferece de editar conteúdos sem restrições de espaço ou tempo.
Um pouco pelas várias plataformas, criam-se blogues exclusivamente dedicados ao Euro 2008 e à Selecção e nos já existentes, de quando em vez, lá vem a opinião sobre o jogo, a mensagem de incentivo, a mostra do frenesim que pela Suíça se vive.
“Vestidos” de vermelho e verde, com bandeiras e cachecóis, assumem-se apoiantes da Seleccão e quase oficiais do EURO .
Mas não é só através dos blogues que os portugueses lembram à Selecção que estão a torcer pelas vitórias. No sapo, por exemplo, foi criada a Comunidade Selecção Nacional, uma comunidade online que partilha opiniões, vídeos, fotos e notícias, tudo dedicado exclusivamente à equipa das Quinas.
Há ainda os vídeos no youtube. Esses são mais do que muitos e incidem sobre vários aspectos da equipa portuguesa. Há-os com trechos de jogos, com imagens da euforia dos portugueses emigrantes na Suiça à chegada da equipa, mas, essencialmente, vídeos "personalizados", incentivando todos os portugueses a darem o seu apoio aos jogadores.
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